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Anatel e plataformas de e-commerce selam acordo contra minicelulares em presídios

Anatel firma acordo com marketplaces para combater venda de minicelulares em presídios. Confira quais lojas participam e as medidas de fiscalização.

Anatel e plataformas de e-commerce selam acordo contra minicelulares em presídios
Fonte: g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/06/24/anatel-e-lojas-online-fazem-acordo-contra-minicelulares-usados-em-presidios.ghtml

Parceria estratégica contra minicelulares ilegais

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e grandes plataformas de comércio eletrônico formalizaram uma aliança na última terça-feira para frear a comercialização de minicelulares, equipamentos que configuram grave risco às operações de segurança em unidades penitenciárias. Os minicelulares em presídios tornaram-se uma preocupação crescente para as autoridades, pois conseguem burlar os sistemas de vigilância instalados nas cadeias brasileiras.

O pacto envolve especialmente os marketplaces, estruturas onde vendedores terceirizados oferecem seus produtos mediante a plataforma de grandes varejistas online. Esta abordagem concentra-se em conter anúncios fraudulentos e vendas irregulares desses aparelhos de dimensões reduzidas que circulam nas redes de comércio digital.

Quais plataformas integram o acordo

Sete importantes plataformas de vendas online aderiram ao compromisso com a Anatel para implementar medidas restritivas. Entre os varejistas participantes estão Amazon, Shopee, Mercado Livre, Casas Bahia, Magazine Luiza, Carrefour e Temu. O envolvimento dessas grandes empresas representa um passo significativo na mobilização do setor privado para enfrentar este desafio de segurança pública.

Mecanismos de controle e fiscalização

Para intensificar o monitoramento das transações comerciais, o acordo estabelece que as plataformas desenvolvam ferramentas tecnológicas, inclusive com apoio de inteligência artificial, destinadas a validar se o número de homologação da Anatel corresponde ao equipamento anunciado. Este identificador funciona como um documento de identidade do celular, permitindo rastrear informações cruciais como fabricante e denominação do modelo.

O superintendente Vinicius Caram destacou que existe um "elevado percentual de anúncios que não informam o número de homologação, o modelo do equipamento ou o fabricante, além daqueles que apresentam divergências entre as especificações divulgadas e o produto ofertado". Essa lacuna representa justamente o espaço explorado por criminosos para comercializar dispositivos irregulares.

Próximos passos na implementação

As plataformas digitais devem apresentar quais ações complementares serão executadas além da verificação do número homologação. Posteriormente, constituirão um grupo de trabalho em conjunto com a Anatel para acompanhar sistematicamente a execução dessas iniciativas, garantindo conformidade e efetividade das medidas propostas.

O perigo dos minicelulares em presídios

O principal aspecto que torna estes equipamentos atraentes para atividades criminosas é sua dimensão extremamente reduzida. Esses minicelulares em presídios conseguem transpor os perímetros de segurança sem serem identificados pelos detectores convencionais, facilitando comunicações ilícitas entre detentos e pessoas no exterior.

Casos documentados de apreensões

Em 2023, agentes de segurança penitenciária em Canoas (Rio Grande do Sul) localizaram um minicelular dentro de uma cela que permanecia invisível para os equipamentos de detecção disponíveis. O aparelho possuía dimensões extraordinariamente compactas, equiparando-se ao tamanho de uma tampa de caneta, conforme relatório das autoridades.

Outra situação preocupante ocorreu no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto (São Paulo), onde um detento foi descoberto em posse de três minicelulares simultaneamente, junto com quatro baterias. A extrema miniaturização permitiu ao indivíduo ingerir os aparelhos na tentativa de ocultação.

Em 2025, técnicos de segurança penitenciária em Cuiabá (Mato Grosso) identificaram um minicelular disfarçado em formato de lata de refrigerante dentro da unidade. Novamente, o dispositivo havia transposto os sistemas de rastreamento sem ativar qualquer alerta.

Implicações para a segurança pública

A facilitação de comunicações não autorizadas dentro de presídios compromete diretamente o controle das operações criminosas, permitindo que líderes de facções coordenem atividades ilícitas desde o cárcere. Os minicelulares em presídios constituem ferramenta essencial para a continuidade de redes de tráfico e atividades predatórias.

O acordo entre Anatel e varejistas online representa reconhecimento institucional da necessidade de colaboração público-privada para enfrentar desafios complexos de segurança. A implementação de controles tecnológicos nas plataformas de venda visa atacar o problema na origem, impedindo que estes dispositivos perigosos alcancem sua destinação criminosa.

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