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Roubo de vinho na Itália: 30 mil garrafas levadas

Roubo de vinho avaliado em R$ 28 milhões na Toscana. Ladrões mascarados subtraem 30 mil garrafas da Marchesi Antinori, maior vinícola familiar italiana.

Roubo de vinho na Itália: 30 mil garrafas levadas
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Roubo de vinho na Itália atinge proporções históricas

Um roubo de vinho na Itália de dimensões sem precedentes foi descoberto segunda-feira pela manhã em um armazém localizado em Cortona, na região da Toscana. A Marchesi Antinori, maior vinícola familiar italiana, confirmou o sumiço de aproximadamente 30 mil garrafas, num total avaliado em cerca de 5 milhões de euros, equivalente a R$ 28 milhões.

A empresa, com sede em Florença e história que remonta a 1385, divulgou a informação na sexta-feira seguinte ao incidente. Representante da vinícola declarou à agência de notícias AFP: "Até onde sabemos, nunca houve um roubo tão grande na Itália", ressaltando a magnitude do crime ocorrido em suas instalações.

Garrafas roubadas e valores envolvidos

Os criminosos levaram entre 8 mil e 10 mil garrafas de Solaia, um dos rótulos mais cobiçados e reconhecidos no mercado de vinhos italiano, além de unidades de Tignanello e Guado al Tasso. O roubo de vinho na Itália comprometeu especialmente as coleções mais exclusivas e raras da empresa.

Os vinhos subtraídos são comercializados no varejo a partir de 150 euros cada garrafa, porém determinadas safras mais antigas e limitadas podem atingir valores superiores a milhares de euros por unidade. "Estão entre os nossos rótulos mais icônicos e são, certamente, também muito apreciados por colecionadores", informou porta-voz da Marchesi Antinori.

Modus operandi e características do crime

Conforme registrado por câmeras de segurança, sete homens mascarados penetraram na instalação durante o fim de semana e desativaram os sistemas de alarme antes de proceder ao carregamento de milhares de caixas em duas vans. O roubo de vinho na Itália foi descoberto apenas quando a equipe chegou ao local na segunda-feira pela manhã.

O armazém alvo da ação criminosa é o maior da Marchesi Antinori, funcionando como centro de distribuição onde todas as garrafas são preparadas antes do despacho para clientes internacionais. Esta estrutura facilita operações de envio em larga escala, o que também possibilitou aos ladrões removerem rapidamente quantidade significativa de produtos de elevado valor agregado.

Indicadores de crime organizado

Autoridades e representantes da vinícola sugerem envolvimento de grupo altamente organizado. O momento preciso do crime, a execução profissional, a desativação estratégica de sistemas de segurança e a capacidade logística demonstrada indicam planejamento sofisticado e conhecimento detalhado das operações da empresa.

A facilidade em executar o furto também foi potencializada pelo fato de os vinhos estarem embalados em caixas de exportação, prontos para envio a distribuidores estrangeiros, permitindo remoção rápida de volume considerável sem necessidade de reembalagem no local.

Contexto de roubos em vinícolas italianas

O roubo de vinho na Itália representa escalada em série de crimes contra vinícolas no país. Embora historicamente tais delitos envolvessem quantidades menores ou garrafas isoladas de altíssimo valor, frequentemente subtraídas de restaurantes, adegas particulares ou durante transporte, ocorrências recentes têm se concentrado em grandes estoques armazenados nas próprias produtoras.

No mês anterior ao incidente na Marchesi Antinori, 3 mil garrafas de Barolo foram roubadas na região do Piemonte, no norte italiano, com valor total estimado em centenas de milhares de euros. Apesar de outras vinícolas terem sofrido ataques semelhantes no passado, a Marchesi Antinori não havia sido alvo anterior de crime desta natureza.

Investigação e medidas adotadas

A polícia italiana iniciou investigação formal sobre o roubo de vinho na Itália. A Marchesi Antinori alertou clientes em todo o mundo a permanecerem vigilantes quanto a ofertas anormais ou transações fora dos canais de venda oficialmente autorizados pela empresa.

A vinícola expressa esperança de recuperar os vinhos levados e está colaborando com autoridades na identificação e localização dos criminosos e produtos subtraídos. A empresa, que atualmente exporta para 170 países, trabalha para minimizar impactos reputacionais e comerciais resultantes do incidente.

Implicações para o mercado de vinhos premium

O roubo de vinho na Itália reacende preocupações sobre segurança em instalações de armazenamento e distribuição de produtos premium. Grandes vinícolas e colecionadores observam atentamente o desdobramento do caso, considerando potenciais impactos na cadeia de fornecimento e na integridade do mercado de vinhos raros e valiosos no continente europeu e globalmente.

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