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Irã divulga vídeo propagandístico com animação de Trump sendo baleado

Agência semioficial iraniana publica vídeo propagandístico com Trump sendo baleado. Assista à animação que causa tensão entre Irã e Estados Unidos.

Irã divulga vídeo propagandístico com animação de Trump sendo baleado
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/13/video-ira-publica-propaganda-de-guerra-que-mostra-trump-sendo-baleado.ghtml

Agência iraniana publica vídeo propagandístico com cena de violência contra Trump

A agência semioficial iraniana Fars divulgou, na segunda-feira (13), um vídeo propagandístico contendo uma animação que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo baleado. O material audiovisual, produzido com recurso de inteligência artificial, ganhou repercussão nas redes sociais e intensificou ainda mais a tensão bilateral entre os dois países.

Conteúdo da animação propagandística

A animação começa com Trump entrando em um mercado, onde ele empurra uma mulher idosa e provoca o choro de uma criança. Na sequência, o presidente americano perceive estar sendo perseguido por vultos desconhecidos e foge apressadamente do local. Ao tentar se esquivar dos perseguidores, Trump entra em um beco, escorrega em uma casca de banana e cai ao chão. Um homem surge então e dispara contra o presidente norte-americano.

O vídeo propagandístico finaliza com a mensagem em inglês "The bill comes due" (literalmente "A conta chegou"), acompanhada de uma frase em persa com o mesmo significado. A produção reflete a escalada retórica entre as nações e a crescente hostilidade no discurso oficial iraniano.

Contexto de ameaças e tensões bilaterais

A publicação do vídeo propagandístico ocorre apenas dois dias após Trump afirmar que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão completamente preparadas para destruir o Irã, caso o país execute qualquer tentativa de assassinato contra ele. Em publicação nas redes sociais, o presidente declarou que "mil mísseis estão prontos e carregados" contra o Irã, com a possibilidade de "milhares" de outros serem lançados posteriormente.

Essa declaração de Trump surgiu após apoiadores do governo iraniano entoarem palavras de ordem pedindo a morte do presidente norte-americano durante cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.

Inteligência israelense alerta sobre novo plano iraniano

Adicionalmente, na quinta-feira (9), o jornal The Wall Street Journal publicou que Israel compartilhou informações de inteligência com os Estados Unidos. De acordo com autoridades israelenses, essas informações indicariam um novo plano iraniano para assassinar Trump. Os detalhes específicos do suposto plano não foram divulgados publicamente.

Histórico de ameaças iranianas contra Trump

O Irã tem prometido há anos retaliar Trump pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária iraniana. O general foi morto em um ataque aéreo norte-americano realizado no Iraque, ordenado pelo então presidente Trump em janeiro de 2020. Esse evento marcou um ponto de inflexão nas relações entre os dois países e alimentou uma série de ameaças iranianas de vingança.

Autoridades norte-americanas já divulgaram, em diversas ocasiões, acusações relacionadas a supostos planos iranianos para assassinar Trump. Por sua parte, o governo iraniano tem consistentemente negado qualquer envolvimento em planos para executar o presidente dos Estados Unidos, mantendo a narrativa de que as acusações são infundadas e politicamente motivadas.

Escalada de tensões e ruptura do acordo nuclear

O videoclipe propagandístico é publicado em contexto de crescente escalada nas tensões entre Irã e Estados Unidos. Nos últimos dias, ambas as nações voltaram a trocar ataques e ameaças após Trump anunciar publicamente o término do acordo de paz entre os dois governos. Essa decisão reacendeu conflitos antigos e abriu caminho para declarações mais agressivas de ambos os lados.

A situação permanece tensa, com especialistas monitorando possíveis desenvolvimentos adicionais nessa crise diplomática e de segurança entre Washington e Teerã.

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