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Darline Nordone assume Senado após morte de Lindsey Graham

Darline Graham Nordone, irmã do senador Lindsey Graham, foi nomeada pelo governador da Carolina do Sul para substituir o legislador no Senado dos EUA após sua morte repentina.

Darline Nordone assume Senado após morte de Lindsey Graham
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/13/morre-lindsey-graham-senador-estados-unidos.ghtml

Irmã de Lindsey Graham assume cadeira no Senado Americano

Darline Graham Nordone, irmã do senador Lindsey Graham, foi designada pelo governador Henry McMaster da Carolina do Sul para ocupar temporariamente a cadeira no Senado dos EUA que seu irmão deixou vacante. A nomeação ocorreu nesta segunda-feira (13), um dia após a morte repentina de Graham no sábado (11), aos 71 anos.

De acordo com a legislação estadual da Carolina do Sul, quando um senador falece, compete ao governador do estado a escolha do substituto interino. McMaster, assim como Graham, pertence ao Partido Republicano, e seguiu os protocolos legais para preencher a vaga. Conforme informações de pessoa envolvida no processo de nomeação, Darline Nordone tomará posse na quarta-feira (15) e permanecerá no cargo até 3 de janeiro, quando o mandato de Graham se encerraria naturalmente.

Primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado

Darline Graham Nordone fará história ao se tornar a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado dos Estados Unidos. Ela era a pessoa viva mais próxima de Lindsey Graham, que não era casado e não tinha filhos. Os irmãos cresceram juntos após a morte dos pais, com Graham assumindo papel importante na criação de sua irmã mais nova.

A trajetória de vida dos Graham reflete origens modestas. Nascido em Central, na Carolina do Sul, Lindsey Graham cresceu em uma família de classe média baixa cujos pais eram proprietários de um bar próximo à residência familiar. Apesar dessas circunstâncias, ele conquistou formação em Direito e construiu uma carreira política de mais de três décadas.

Circunstâncias da Morte de Lindsey Graham

O senador Lindsey Graham faleceu após o que foi descrito como uma "doença repentina e breve" no sábado (11). Segundo a rede de televisão americana NBC, o serviço de emergência atendeu a um chamado relativo a uma parada cardíaca no endereço de Graham em Washington D.C. A causa oficial da morte, contudo, ainda não foi formalmente confirmada pelas autoridades competentes.

A morte de Graham ocorre em um contexto de preocupações crescentes sobre a falta de transparência relacionada à saúde de parlamentares nos Estados Unidos. Recentemente, o deputado republicano de Nova Jersey, Tom Kean Jr., passou meses afastado sem explicações antes de revelar diagnóstico de depressão, enquanto o senador republicano do Kentucky, Mitch McConnell, foi hospitalizado semanas antes sem divulgação dos motivos.

Legado Político e Relação com Donald Trump

Durante seus mais de 30 anos de carreira política, Lindsey Graham se notabilizou como figura central nas políticas de defesa e relações internacionais dos Estados Unidos. Sua trajetória começou em 1992, quando foi eleito deputado estadual após atuar como advogado na Justiça Militar e na Justiça comum. Sua projeção nacional intensificou-se em 1999, quando integrou a comissão da Câmara dos Representantes que aprovou o processo de impeachment do presidente Bill Clinton.

Nos últimos anos, Graham ficou amplamente conhecido por sua relação próxima com o presidente Donald Trump. Essa aliança não foi sempre evidente: em 2016, quando ambos competiram pelas prévias republicanas à Presidência, Graham questionou a aptidão de Trump para o cargo e fez críticas públicas severas. A mudança de posicionamento de Graham após a vitória eleitoral de Trump em 2016 foi dramática e considerável em sua evolução política.

Graham transformou-se em um dos principais conselheiros de Trump em temas de política externa e tornou-se frequente companheiro do presidente em eventos sociais, incluindo partidas de golfe. Em entrevista concedida à Associated Press em 2018, Graham explicou que seu antigo colega John McCain o havia ensinado que o país precisa avançar após as eleições, criando uma obrigação de apoiar o presidente eleito.

Posicionamento em Política Externa

Graham defendeu consistentemente uma política externa que privilegiava o uso da força militar pelos Estados Unidos e o fortalecimento da defesa nacional. Essa postura o colocou frequentemente ao lado de aliados internacionais que compartilhavam preocupações similares com segurança global.

Na semana anterior à sua morte, Graham integrou uma delegação que visitou Kiev, capital da Ucrânia, e anunciou um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos EUA à Rússia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou estar "profundamente entristecido" com o falecimento de Graham, descrevendo-o como "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam nosso mundo mais seguro".

Juntamente com o falecido senador John McCain e o ex-senador Joe Lieberman de Connecticut, Graham era conhecido como integrante dos "Três Amigos", grupo que viajava regularmente pelo mundo defendendo uma política externa mais intervencionista dos Estados Unidos.

Resposta de Líderes Mundiais

A morte de Lindsey Graham gerou manifestações de solidariedade de diversos líderes internacionais. O presidente Donald Trump lamentou o desaparecimento de seu aliado, classificando-o como "uma das melhores pessoas" por meio da rede social Truth Social, afirmando que "ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano".

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, também prestou homenagens, descrevendo Graham como "um grande amigo de Israel" e ressaltando que o senador entendia a inseparabilidade entre a segurança de Israel e dos Estados Unidos, dedicando sua vida à defesa e ao fortalecimento dessa aliança bilateral.

O líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, John Thune, republicano da Dakota do Sul, afirmou que "meu coração está pesado nesta manhã ao saber da morte do meu amigo e colega", elogiando os anos dedicados à Força Aérea e ao Congresso.

Carreira no Senado e Comissões

Eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002, Graham construiu uma trajetória significativa na câmara alta do Congresso americano. Recentemente, presidiu a Comissão de Orçamento do Senado e integrava também a Comissão de Apropriações, a Comissão Judiciária e a Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas.

Sua participação nessas comissões refletiu seu comprometimento com questões de defesa nacional, política orçamentária e assuntos legislativos de importância estratégica para o país.

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