Estátua satírica de Trump banhada em ouro é exibida no Parlamento Europeu
Obra satírica do artista dinamarquês Jens Galschiot intitulada 'Praga Laranja' retrata Trump nu e revestida com ouro. Conheça os detalhes da polêmica exposição.

Obra satírica de Trump no Parlamento Europeu gera debate
Uma estátua de Trump banhada em ouro de 23 quilates foi inaugurada nesta terça-feira (6) no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, provocando reflexões sobre liberdade artística e crítica política. A criação polêmica do artista dinamarquês Jens Galschiot apresenta representação satírica do presidente norte-americano, consolidando-se como um dos trabalhos mais controversos já exibidos na instituição europeia.
Características e conceito da obra 'Praga Laranja'
A estátua de Trump, intitulada 'Praga Laranja' e também conhecida como 'Rei da Injustiça', mede 2,5 metros de altura e foi confeccionada pelo renomado escultor Jens Galschiot. A obra apresenta o líder americano em nudez, segurando um bastão alongado e dourado, posicionado sobre os ombros de uma figura humana de menor estatura que aparenta estar sob grande peso.
O revestimento em ouro de 23 quilates confere à peça um aspecto de majestade irônica, contrastando com a mensagem crítica que a circunda. Cada detalhe foi cuidadosamente pensado para transmitir a narrativa satírica pretendida pelo artista dinamarquês, gerando discussões entre políticos, críticos de arte e cidadãos europeus.
Mensagem crítica e posicionamento do artista
Junto à estátua de Trump, cartões explicativos foram colocados para orientar os visitantes sobre o significado da obra. O texto afirma que o 'Rei da Injustiça' está 'sentado nas costas de um homem' que se vê afundando sob o peso da posição. A frase acompanhante questiona: 'Eu faria qualquer coisa para ajudá-lo. Exceto descer de suas costas'.
Jens Galschiot utilizou a exposição no Parlamento Europeu para crítica ambiental, apontando supostas obstruções impostas pelo ex-presidente às iniciativas globais de combate às mudanças climáticas. A mensagem artística busca destacar consequências políticas em escala internacional, particularmente relacionadas à sustentabilidade ambiental.
Contexto da exposição e cronograma
A estátua de Trump encontra-se posicionada em uma passagem que interconecta dois edifícios principais do Parlamento Europeu, local estratégico para visibilidade máxima entre deputados e visitantes. A exibição foi programada para permanecer até a quinta-feira (8), oferecendo oportunidade limitada para observação pública e documentação da polêmica obra.
Esta não constitui a primeira apresentação pública da criação de Jens Galschiot. A peça já circulou por diversas cidades europeias anteriormente e foi apresentada também durante a Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém em 2025, expandindo seu alcance e impacto comunicativo.
Reações políticas e perspectiva institucional
O eurodeputado dinamarquês de orientação esquerdista Per Clausen, responsável por convidar Jens Galschiot para a exibição no Parlamento Europeu, manifestou-se seguro quanto ao posicionamento adotado. Clausen declarou não estar preocupado com possíveis reações adversas, argumentando que qualquer líder político de estatura internacional deve demonstrar capacidade de tolerar críticas artísticas e expressões satíricas.
'Se alguém é tão suscetível a ponto de não tolerar a exibição desta escultura no Parlamento Europeu, então não tem lugar no cenário mundial', afirmou o políticos dinamarquês, reforçando princípios de liberdade de expressão e pluralismo democrático europeu.
Posicionamento de Trump e repercussão internacional
Até o momento, o presidente dos Estados Unidos não se manifestou publicamente acerca da estátua de Trump exibida no Parlamento Europeu. A ausência de resposta oficial mantém a atenção voltada para as dimensões simbólicas e políticas da obra, permitindo que a crítica artística desenvolva seu impacto sem interferência direta.
A exposição representa momento significativo para debate europeu sobre limites entre liberdade artística, crítica política legítima e decoro institucional, questões que continuarão gerando reflexão e discussão entre especialistas em arte, política internacional e direitos fundamentais.
