Cientistas descobrem exatamente como foi a passagem do 3I/ATLAS perto do Sol e quais os efeitos disso no cometa interestelar
No início de 2020, um cometa interestelar chamado 3I/ATLAS foi descoberto pelos astrônomos. Ele chamou a atenção da comunidade científica por ser o primeiro cometa a ser detectado vindo de fora do nosso sistema solar. Desde então, os cientistas têm estudado esse objeto misterioso para entender melhor sua origem e composição. E agora, com a passagem do 3I/ATLAS perto do Sol, novas descobertas foram feitas, revelando segredos fascinantes sobre esse cometa interestelar.
O 3I/ATLAS foi descoberto em dezembro de 2019 pelo sistema de telescópios ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), localizado no Havaí. Ele foi nomeado como “3I” por ser o terceiro objeto interestelar a ser descoberto, após o asteroide Oumuamua e o cometa Borisov. Desde então, os astrônomos têm acompanhado sua trajetória e coletado dados valiosos sobre ele.
No dia 31 de maio de 2020, o 3I/ATLAS fez sua passagem mais próxima do Sol, a uma distância de cerca de 37 milhões de quilômetros. Essa aproximação permitiu que os cientistas pudessem estudar o cometa com mais detalhes e descobrir mais sobre sua composição e comportamento.
Uma das principais descobertas foi feita através do telescópio espacial Hubble, que conseguiu capturar imagens do 3I/ATLAS enquanto ele se aproximava do Sol. As imagens revelaram que o cometa possui uma cauda dupla, algo raro de se ver em cometas. Isso sugere que ele pode ser composto por dois objetos menores que se fundiram, ou que ele tenha sofrido uma divisão recente.
Além disso, os cientistas também conseguiram medir o tamanho do núcleo do cometa, que tem cerca de 1,4 quilômetros de diâmetro. Isso é menor do que o esperado, já que a maioria dos cometas possui núcleos maiores. Essa descoberta levanta a hipótese de que o 3I/ATLAS pode ser um fragmento de um cometa maior que se desintegrou ao se aproximar do Sol.
Outra descoberta importante foi feita através do telescópio Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), que monitora o Sol e os objetos que passam perto dele. Os dados coletados pelo SOHO mostraram que o 3I/ATLAS sofreu uma explosão enquanto se aproximava do Sol. Essa explosão liberou uma grande quantidade de poeira e gás, formando uma cauda de cerca de 1,6 milhão de quilômetros de comprimento. Essa é a maior cauda já registrada em um cometa.
Essa explosão também permitiu que os cientistas pudessem analisar a composição do 3I/ATLAS. Através de espectroscopia, eles identificaram a presença de moléculas de cianeto de hidrogênio e monóxido de carbono, além de poeira rica em carbono. Esses elementos são comuns em cometas, mas a quantidade de cianeto de hidrogênio encontrada no 3I/ATLAS é maior do que a média, o que pode indicar que ele veio de uma região mais distante do nosso sistema solar.
Essas descobertas são apenas o começo. Os cientistas ainda estão analisando os dados coletados durante a passagem do 3I/ATLAS perto do Sol e novas descobertas podem surgir nos próximos meses. Além