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Tebet descarta voltar para ministério se Lula for reeleito

Simone Tebet, candidata ao Senado por São Paulo, afirma não ter interesse em ocupar cargo de ministra novamente caso Lula se reeleja presidente da República.

Tebet descarta voltar para ministério se Lula for reeleito
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Tebet nega intenção de retornar ao cargo ministerial

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet deixou clara sua posição em relação a possíveis nomeações futuras. Durante seu pronunciamento na convenção estadual do PSB, realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a ex-ministra afirmou que não possui interesse em assumir uma pasta ministerial novamente, caso Lula seja reeleito para a Presidência da República nos próximos anos.

Tebet, que atuou como ministra do Orçamento e Planejamento durante o atual mandato presidencial, ressaltou que já cumpriu essa função e deseja dedicar seus esforços à carreira legislativa. A declaração ocorreu na noite de sexta-feira, quando a pessebista compareceu ao evento de oficialização de sua candidatura ao Senado Federal.

Trajetória política e participação no governo Lula

A política oriunda de Mato Grosso do Sul possui uma história de envolvimento significativo com a atual administração federal. Em 2022, quando se candidatou à Presidência da República, Tebet desempenhou papel fundamental durante o segundo turno das eleições, consolidando sua relevância no cenário político nacional. Posteriormente, integrou o gabinete presidencial, onde permaneceu até abril do ano vigente, quando formalizou sua saída para concorrer a um assento no Senado Federal.

Sua trajetória ministerial marcou sua participação ativa na formulação de políticas orçamentárias e de planejamento governamental, proporcionando-lhe experiência administrativa significativa. No entanto, Tebet considera encerrado esse ciclo em sua carreira profissional, voltando-se agora para a representação legislativa estadual.

Chapa mista com representantes de múltiplos partidos

A candidatura de Simone Tebet integra uma estrutura política mais ampla que reúne personalidades de diferentes legendas partidárias. Acompanhando sua candidatura ao Senado, encontram-se Fernando Haddad, filiado ao PT, concorrendo ao governo estadual de São Paulo, e Márcio França, também membro do PSB, como candidato a vice-governador. Para a segunda cadeira em disputa no Senado, Marina Silva, representante da Rede Sustentabilidade, também compõe essa coligação política.

Todos os três candidatos possuem experiência ministerial no governo Lula, o que gerou intenso debate entre as agremiações da base aliada acerca das indicações para as suplências nas candidaturas de Tebet e Marina Silva. Diversos partidos que apoiam a administração federal apresentaram nomes para ocupar essas posições estratégicas.

Questão das suplências e indicações partidárias

Quando questionada sobre as definições relativas às suplências de sua candidatura, Tebet informou ter delegado completamente essa decisão à Executiva Nacional do PSB. De acordo com as informações divulgadas pela candidata, o Partido dos Trabalhadores mantém a primeira suplência, enquanto o PDT ocupa a segunda posição, até o momento da declaração, uma vez que a pessebista não participava das negociações diretas.

A ex-ministra expressou satisfação com os nomes apresentados pelas diferentes agremiações que compõem a coligação governista. Segundo suas palavras, entre três e quatro candidatos a suplente foram indicados, e todos desfrutam de reputação impecável aliada a experiência comprovada no serviço público. Tebet afirmou estar confortável com os nomes propostos, demonstrando confiança no processo decisório das lideranças partidárias.

Aspirações para o mandato de oito anos no Senado

Reafirmando seu compromisso com a carreira parlamentar, Tebet declarou publicamente sua intenção de permanecer no Senado Federal por dois mandatos completos, totalizando oito anos dedicados à representação dos interesses paulistas e da população brasileira. A candidata expressou esperança de que, caso eleita, sua vida e saúde lhe permitam cumprir integralmente essa jornada legislativa.

Essa declaração representa um afastamento definitivo das ambições ministeriais, sinalizando que Tebet pretende consolidar sua carreira focando exclusivamente nas funções de seadora federal, independentemente dos resultados eleitorais que possam determinar novas composições governamentais nos próximos ciclos políticos.

Candidatos indicados para as suplências

A disputa pelas suplências gerou o envolvimento de múltiplas agremiações políticas, resultando na indicação de diversos nomes estratégicos. Antonio Jorge, presidente estadual do PDT, apresentou-se como um dos postulantes a essa posição. Marcelo Barbieri, também filiado ao PDT e ex-prefeito do município de Araraquara, igualmente manifestou interesse na função.

Pelo PSOL, Djalma Nery, que exerce mandato como vereador na cidade de São Carlos, foi indicado para concorrer à suplência. Por fim, Roberto Tripoli, representante do Partido Verde e vereador da capital paulista, complementa a lista de candidatos que buscam ocupar essa relevante posição na estrutura eleitoral das candidaturas ao Senado Federal.

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