Últimas Notícias de Portugal

Moraes dá prazo de 24h para defesa de Filipe Martins explicar possível infração

Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, o ex-assessor de Bolsonaro teria violado medida cautelar ao usar LinkedIn

De acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, Fabrício Queiroz, teria violado uma medida cautelar ao utilizar a plataforma LinkedIn. A acusação foi feita durante a análise de um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Queiroz, que está preso desde junho deste ano. Segundo Moraes, o ex-assessor teria desrespeitado a proibição de manter contato com outros investigados no caso das “rachadinhas”. A medida cautelar em questão foi determinada pelo próprio STF em agosto deste ano, quando Queiroz foi solto da prisão domiciliar que cumpria em razão da pandemia de COVID-19. Além da proibição de contato com outros investigados, a medida também incluía a proibição de utilizar as redes sociais e de se aproximar do Palácio do Planalto e de outros locais relacionados ao governo. No entanto, segundo Moraes, Queiroz teria utilizado sua conta no LinkedIn para se comunicar com outros investigados e até mesmo com o presidente Bolsonaro. A utilização do LinkedIn pelo ex-assessor chamou a atenção do ministro após uma reportagem do jornal O Globo revelar que Queiroz havia interagido com uma publicação feita pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, na rede social. A publicação em questão tratava da suposta perseguição política que Queiroz estaria sofrendo por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro. Moraes considerou que essa interação, mesmo que indireta, configuraria uma violação da medida cautelar. Apesar da acusação feita pelo ministro, a defesa de Queiroz alega que a utilização do LinkedIn não violaria a medida cautelar, uma vez que a plataforma é utilizada para fins profissionais e não pessoais. No entanto, Moraes destacou que, além da interação com Flávio Bolsonaro, Queiroz também teria se comunicado com outros investigados no caso das “rachadinhas”, o que demonstraria um uso indevido da rede social. A acusação feita pelo ministro do STF gerou uma série de debates sobre os limites da medida cautelar e sobre a importância do cumprimento das determinações judiciais. Para alguns especialistas, o uso do LinkedIn por Queiroz poderia ser considerado uma violação da medida cautelar, uma vez que a plataforma é uma rede social e, como tal, permite a interação com outras pessoas. Além disso, o fato de o ex-assessor ter se comunicado com outros investigados demonstraria uma tentativa de burlar a proibição de contato. Por outro lado, há quem defenda que a utilização do LinkedIn não feriria a medida cautelar, uma vez que a plataforma é utilizada principalmente para fins profissionais e não para fins pessoais. Nesse sentido, a interação com Flávio Bolsonaro poderia ser vista como uma publicação de interesse profissional, já que o senador é advogado e tem acompanhado de perto o caso de Queiroz. Independentemente da interpretação sobre o uso do LinkedIn por Queiroz, a acusação feita pelo ministro do STF reforça a importância do cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Justiça. Afinal, é fundamental que as determinações judiciais sejam respeitadas para garantir a eficácia das investigações e a aplicação da justiça. É importante ressaltar que a utilização de redes sociais por investigados em casos criminais não é uma prática incomum. Muitas vezes, essas plataformas são utilizadas para troca de informações e até mesmo para ameaças a testemunhas e autoridades. Por isso, é fundamental que as medidas cautelares sejam claras e
⏱ 4 min de leitura · 👁 2 leituras Partilhar 𝕏 X f Facebook ✈ Telegram in LinkedIn

Mais investigações