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Flávio diz que Bolsonaro colocará faixa presidencial nele

Flávio Bolsonaro afirma que seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, colocará a faixa presidencial nele em janeiro de 2027 se vencer as eleições de outubro.

Flávio diz que Bolsonaro colocará faixa presidencial nele
Fonte: g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/07/13/flavio-bolsonaro-jair-faixa-presidencial.ghtml

Promessa de posse com presença do pai

O pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-SP), declarou durante transmissão ao vivo que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, será quem lhe colocará a faixa presidencial caso vença as eleições de outubro de 2026. A cerimônia de posse está prevista para janeiro de 2027. Flávio reafirmou a declaração com convicção durante a transmissão realizada na segunda-feira (13), em plataformas de redes sociais.

A afirmação representa um desejo simbólico do senador de contar com a presença do pai em um momento histórico para a família. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela acusação de tentativa de golpe de Estado.

Contexto da transmissão e restrições legais

A declaração de Flávio Bolsonaro foi feita em resposta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibiu novas visitas do senador ao seu pai. Essa restrição foi estabelecida após a divulgação de uma carta escrita por Jair em apoio à pré-candidatura de Flávio durante a mesma transmissão ao vivo.

Na live, Flávio afirmou com ênfase: "O presidente Bolsonaro é que vai colocar a faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem. Anota aí. Vocês vão ver essa cena. Em nome de Jesus vocês vão ver essa cena". A declaração revela esperança do pré-candidato em relação à reversão da situação jurídica de seu pai.

Tradição da faixa presidencial no Brasil

Conforme a tradição brasileira, o antecessor é quem passa a faixa para o novo presidente na cerimônia de posse. Esse rito simbólico marca a transição de poder entre administrações. No caso da posse de Lula em 2023, essa tradição não foi cumprida porque Jair Bolsonaro viajou para Orlando, nos Estados Unidos, dias antes do evento.

Se eleito, Flávio planeja resgatar essa tradição com a presença de seu pai, mesmo diante das atuais restrições legais impostas pelo STF. Essa intenção demonstra a aposta do pré-candidato em uma mudança de cenário jurídico antes de janeiro de 2027.

Críticas a Alexandre de Moraes

Durante a transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro voltou a criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes. O senador acusou Moraes de tentar interferir nas eleições ao restringir o contato entre ele e seu pai, além de afirmar que a decisão busca isolar politicamente o ex-presidente.

O ministro do STF suspendeu, por 90 dias, as visitas de Flávio ao seu pai, considerando que a leitura da carta durante a transmissão em rede social desrespeitou decisão anterior que proibiu Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermediários.

Condenação e restrições impostas ao ex-presidente

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela acusação de tentativa de golpe de Estado e cumpre medidas cautelares determinadas pelo STF. Entre as principais restrições estão a proibição de utilizar redes sociais, de forma direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Essas restrições limitam sua capacidade de comunicação pública durante o período em que cumpre prisão domiciliar.

Plano de governo de Flávio

Flávio Bolsonaro afirmou durante a live que, caso seja eleito, pretende "resgatar o Brasil". O pré-candidato também declarou sua intenção de "honrar o presidente Bolsonaro e todos os perseguidos do 8 de janeiro", em referência às pessoas condenadas pela Justiça por participar de atividades relacionadas aos eventos de janeiro de 2023.

A retórica de Flávio Bolsonaro evidencia uma estratégia de campanha centrada na defesa de seu pai e na crítica ao que considera perseguição política. Sua pré-candidatura se pauta no apoio à administração anterior e na promessa de continuidade de políticas bolsonaristas caso vença as eleições presidenciais de outubro de 2026.

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