Enquanto o país faz barulho ao entrar no ano novo, São Mamede de Ribatua reza
Nesta aldeia do concelho de Alijó, há uma celebração secular única que atravessa gerações e resiste ao tempo. Com pelo menos 150 anos de existência, o último dia do ano é dedicado a agradecer os dias...
Nesta pequena aldeia do concelho de Alijó, situada no norte de Portugal, existe uma tradição secular que encanta e emociona todos os que a vivenciam. Há pelo menos 150 anos, no último dia do ano, os habitantes desta aldeia se reúnem para celebrar e agradecer os dias que passaram, com orações e cânticos entoados pela banda filarmónica mais antiga de Portugal.
A tradição tem origem desconhecida, mas acredita-se que tenha sido trazida pelos antepassados que habitavam a região. Desde então, tem sido passada de geração em geração e se mantém viva e forte, resistindo ao tempo e às mudanças da sociedade moderna.
O dia começa cedo nesta aldeia, com os moradores preparando suas casas e ruas para a grande celebração. As ruas são enfeitadas com flores e bandeiras, criando um ambiente festivo e acolhedor. As casas são decoradas com velas e luzes, simbolizando a luz que guia os caminhos no novo ano que se inicia.
Ao meio-dia, todos se dirigem à igreja da aldeia, onde acontece a missa de agradecimento pelo ano que passou. A igreja fica completamente lotada, com os moradores vestidos com suas melhores roupas e com um sorriso no rosto, ansiosos pela celebração que está por vir.
Após a missa, a banda filarmónica, formada por moradores da aldeia, começa a tocar músicas tradicionais enquanto percorrem as ruas da aldeia. Os moradores seguem a banda, cantando e dançando, numa alegria contagiante que se espalha por toda a aldeia.
A banda, que é considerada a mais antiga de Portugal, é um símbolo de orgulho para os moradores desta aldeia. Fundada há mais de 150 anos, ela é composta por músicos talentosos que tocam instrumentos tradicionais portugueses, como o acordeão, a guitarra e a flauta.
A celebração continua até o anoitecer, quando todos se reúnem na praça central da aldeia para o momento mais emocionante da festa: a queima dos "bonecos". Os bonecos são feitos de palha e representam os acontecimentos e pessoas importantes do ano que passou. Com a queima dos bonecos, os moradores simbolicamente deixam para trás tudo o que não foi bom no ano que se encerra e se preparam para receber o novo ano com esperança e alegria.
O momento é acompanhado por cânticos e orações, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu e a banda filarmónica toca a famosa música "Auld Lang Syne", que significa "Velhos tempos" em português. Essa música, que se tornou tradicional nesta aldeia, representa o sentimento de nostalgia e saudade pelos tempos que se passaram.
Após a queima dos bonecos, todos se abraçam e desejam um feliz ano novo uns aos outros. As ruas ficam cheias de abraços, beijos e votos de felicidade, criando um clima de união e amor entre os moradores.
A celebração termina com um grande banquete, onde todos compartilham suas comidas e bebidas favoritas. É um momento de confraternização e gratidão pela vida e pelas pessoas que fazem parte dessa comunidade tão especial.
A tradição do último dia do ano nesta aldeia é única e tem um significado muito especial para os seus moradores. É uma forma de agradecer e honrar o passado, celebrar o presente e se preparar para o futuro com esperança e fé.
A cada ano que passa, a celebração se torn
