Emissões de IA em 2025 equivalem a quatro vezes as da cidade de São Paulo
Big Tech lucra com inteligência artificial enquanto planeta arca com CO₂ e consumo recorde de água
A tecnologia tem sido uma grande aliada para a humanidade, facilitando tarefas e trazendo inovações que melhoram a qualidade de vida das pessoas. No entanto, nem tudo são flores quando se trata do impacto ambiental causado pelas grandes empresas de tecnologia, conhecidas como Big Tech. O uso desenfreado de inteligência artificial (IA) por essas empresas tem gerado lucros exorbitantes, mas também tem contribuído para o aumento das emissões de CO₂ e o consumo recorde de água em todo o mundo.
A inteligência artificial é uma tecnologia que permite que máquinas aprendam e tomem decisões de forma autônoma, sem a necessidade de intervenção humana. Ela está presente em diversos setores, como na indústria, no comércio e até mesmo em nossas casas, por meio de assistentes virtuais. As empresas de tecnologia têm investido cada vez mais em IA, pois ela traz inúmeros benefícios, como a automação de processos, a melhoria da eficiência e a redução de custos.
No entanto, o uso desenfreado de IA pelas Big Tech tem gerado um grande impacto ambiental. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), as emissões de CO₂ relacionadas à tecnologia da informação e comunicação (TIC) devem aumentar em 45% até 2025, o que equivale a cerca de 1,4 gigatoneladas de CO₂. Isso é mais do que o dobro das emissões de aviação e quase o mesmo que as emissões de todos os carros nos Estados Unidos.
Uma das principais causas desse aumento nas emissões é o grande consumo de energia necessário para alimentar os servidores e data centers que suportam a IA. Esses equipamentos precisam estar sempre ligados e em funcionamento para processar e armazenar grandes quantidades de dados. Além disso, a fabricação desses equipamentos também consome muita energia e recursos naturais, como água e metais raros.
Além das emissões de CO₂, o uso de IA também tem um impacto significativo no consumo de água. De acordo com um estudo da Universidade de Stanford, o treinamento de um único modelo de IA pode consumir até 284 milhões de litros de água, o equivalente ao abastecimento de uma cidade de 100 mil habitantes por um dia. Isso ocorre porque os algoritmos de IA precisam de grandes quantidades de dados para aprender e melhorar suas habilidades, e esses dados são armazenados em data centers que consomem muita água para manter a temperatura adequada.
Além disso, a mineração de criptomoedas, que é alimentada por IA, também tem um grande impacto no consumo de água. A mineração de uma única criptomoeda, como o Bitcoin, pode consumir até 1,6 milhão de litros de água. Isso ocorre porque a mineração de criptomoedas requer uma grande quantidade de energia para resolver problemas matemáticos complexos, e essa energia é gerada principalmente por usinas hidrelétricas, que consomem grandes quantidades de água.
Diante desse cenário, é importante que as empresas de tecnologia assumam a responsabilidade pelo impacto ambiental causado pelo uso de IA e tomem medidas para reduzir suas emissões de CO₂ e o consumo de água. Felizmente, algumas empresas já estão tomando medidas nesse sentido. A Microsoft, por exemplo, anunciou que será carbono negativa até 2030, ou seja, irá retirar mais carbono da atmosfera do que emite. Além disso, a empresa também está investindo em tecnologias de IA mais eficientes e sustentáveis.
Outra iniciativa interessante é a criação de data centers sustentáveis, que utilizam fontes de energia renovável e tecnologias mais eficientes para
