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Eleições Suécia: Centro-esquerda vence com margem apertada

Pesquisas de boca de urna indicam vitória da oposição de centro-esquerda nas eleições Suécia. Extrema direita perde força após dominar últimos pleitos.

Eleições Suécia: Centro-esquerda vence com margem apertada
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Oposição de centro-esquerda segue para vitória nas eleições Suécia

As eleições Suécia deste domingo (13) projetam uma vitória para a coligação de centro-esquerda, liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson e sua legenda Social-Democrata. Conforme indicam as pesquisas de boca de urna divulgadas ao longo do dia, o bloco progressista obteve desempenho superior ao esperado, consolidando sua posição como principal força política do país neste pleito.

De acordo com levantamentos preliminares realizados pela emissora pública SVT, a coligação de quatro partidos da esquerda conquistou 51,3% dos votos, superando o bloco de direita que atingiu 46,8%. A emissora TV4 apresentou resultado praticamente idêntico, com 51,3% para a esquerda e 47% para o segmento de direita. Esses números representam uma confirmação das tendências observadas durante toda a campanha eleitoral.

Desempenho Magdalena Andersson impressiona eleitores

Magdalena Andersson, conhecida popularmente como "Magda" no país escandinavo, retorna como força política principal após deixar o cargo de primeira-ministra em 2022. Com 59 anos de idade, a líder social-democrata mobilizou seus apoiadores em torno de uma agenda que promete fortalecer o Estado de bem-estar social sueco e auxiliar as famílias a enfrentarem o aumento do custo de vida.

As estimativas preliminares foram recebidas com manifestações de alegria e comemoração na sede eleitoral de Andersson, localizada no centro de convenções Waterfront, em Estocolmo. A candidata progressista posicionou seu discurso em torno da necessidade de reforçar políticas sociais tradicionais que caracterizaram o modelo sueco de desenvolvimento econômico e proteção social.

Durante meses de campanha, as projeções eleitorais apontaram vantagem consistente para a coligação de centro-esquerda. Contudo, nos últimos dias anteriores ao pleito, a margem de diferença reduziu-se significativamente, chegando a um cenário de empate técnico entre os blocos. Este estreitamento das projeções gerou expectativas sobre possíveis mudanças nos resultados finais.

Extrema direita registra primeira queda desde 2010

A principal surpresa das eleições Suécia refere-se ao desempenho dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita que pode experimentar sua primeira redução de votos desde sua entrada no Parlamento em 2010. Conforme os levantamentos preliminares, a legenda pode perder sua posição como segunda maior força política do país, marcando uma reversão significativa na trajetória política dos últimos anos.

Julia Kronlid, deputada pelos Democratas da Suécia, reconheceu o cenário desafiador em declaração à agência internacional AFP. "Claro que é um pouco decepcionante deixar de ser o segundo maior partido nessas pesquisas. Mas ainda não terminou, isso ainda pode mudar. Nas últimas eleições, houve mudanças mais tarde durante a noite", afirmou a parlamentar, sugerindo possibilidades de alterações nos resultados conforme avançasse a contagem de votos.

Trajetória de Jimmie Åkesson e os Democratas

Jimmie Åkesson, presidente dos Democratas da Suécia, transformou ao longo de duas décadas uma organização de origem neonazista em uma das principais forças políticas nacionais. Durante o último comício de campanha realizado em Estocolmo no sábado (12), Åkesson manifestou confiança ao considerar a disputa eleitoral "já vencida".

Em seu discurso de encerramento de campanha, o líder da extrema direita sueca prometeu tornar "a Suécia mais segura, melhor e mais sueca", utilizando mensagens de campanhas anteriores com bandeiras azuis e amarelas carregando o lema "Faça a Suécia voltar a ser a Suécia". Este posicionamento refletiu estratégia retórica similar à utilizada por movimentos populistas em outras democracias ocidentais.

Confronto direto entre Andersson e Kristersson

Do lado governista, o primeiro-ministro Ulf Kristersson, aos 62 anos, buscava conquistar um novo mandato de quatro anos. Conforme indicado em entrevista à AFP, Kristersson baseava sua campanha na promessa de "tornar a Suécia grande novamente", slogan que ecoa mensagens políticas popularizadas em outras democracias ocidentais.

Kristersson representava a coligação de direita que incluía seu próprio partido e outras legendas conservadoras, oferecendo uma visão alternativa para a gestão dos recursos públicos e políticas econômicas. Contudo, as pesquisas de boca de urna indicam que sua mensagem conquistou menor adesão eleitoral em comparação com a plataforma de centro-esquerda apresentada por Andersson.

Participação eleitoral e dimensão do pleito

Aproximadamente oito milhões de pessoas encontravam-se aptas a participar do processo eleitoral em um país com população total de 10,6 milhões de habitantes. Historicamente, a participação eleitoral na Suécia costuma ultrapassar a marca de 80%, refletindo tradição de engajamento cívico e interesse político elevado entre eleitores suecos.

Este nível de participação reafirma a Suécia como democracia consolidada com práticas eleitorais robustas e população mobilizada para questões de relevância política nacional. A alta adesão ao voto também contribuiu para legitimidade dos resultados obtidos nas eleições Suécia realizadas neste domingo.

Posicionamento de ativistas e sociedade civil

Greta Thunberg, ativista climática reconhecida internacionalmente, utilizou suas plataformas para comunicar posicionamento político durante o pleito. Em publicação na rede social Instagram, Thunberg pediu aos eleitores que evitassem formação de coligação governamental entre direita e extrema direita, expressando preocupação com possível influência fascista. "Nenhum fascista em nosso governo. Justiça climática já!", escreveu a jovem ativista.

Este engajamento de figuras públicas em questões eleitorais reflete mobilização mais ampla da sociedade civil sueca em torno de temas relacionados a políticas climáticas e democracia. As eleições Suécia funcionaram como momento de reflexão sobre direção futura das políticas públicas nacionais relacionadas ao meio ambiente e gobernanza democrática.

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