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EAU proíbe redes sociais para menores de 15 anos

Emirados Árabes Unidos anunciam proibição de redes sociais para menores de 15 anos, tornando-se primeiro país árabe com essa medida. Conheça os detalhes.

EAU proíbe redes sociais para menores de 15 anos
Fonte: g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/06/19/emirados-arabes-serao-o-primeiro-pais-arabe-a-barrar-redes-sociais-para-menores-de-15-anos.ghtml

Emirados Árabes Unidos implementam restrição inédita na região

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na quinta-feira (18) uma proibição de redes sociais para menores de 15 anos, consolidando-se como o primeiro país árabe a estabelecer essa barreira etária. A decisão representa um marco significativo na região do Oriente Médio e faz parte de uma tendência global crescente de proteção da infância no ambiente digital.

A medida foi oficializada através de uma resolução do gabinete emiradense, que determina regulamentações rigorosas para todas as plataformas de mídia social. Conforme comunicado pela agência oficial de notícias WAM, as redes sociais precisarão monitorar ativamente as contas criadas por usuários menores de idade e desativá-las conforme identificadas.

Detalhes da regulamentação e período de transição

A resolução estabelece claramente que fica proibido aos menores de 15 anos criar, usar ou operar contas pessoais em qualquer plataforma de redes sociais. As plataformas que não cumprirem com essa exigência poderão sofrer bloqueio completo ou parcial em território emiradense.

Um aspecto crucial da implementação é o período de transição de 12 meses, que oferece um prazo razoável para que as plataformas tecnológicas se adaptem às novas normas. Durante esse intervalo, as empresas de tecnologia devem desenvolver sistemas robustos de verificação de idade e implementar ferramentas de monitoramento adequadas.

Restrições de funcionalidades para menores

Para além da proibição total de criar contas, a regulamentação emiradense também restringe diversas funcionalidades específicas das plataformas. Menores de 15 anos não poderão interagir com outros usuários, publicar conteúdo original, deixar comentários, compartilhar materiais, participar de grupos públicos, acessar canais abertos ou envolver-se em espaços interativos de grande escala.

Essas limitações foram estabelecidas com o objetivo de criar múltiplas camadas de proteção, garantindo que mesmo jovens que consigam contornar bloqueios iniciais encontrem barreiras adicionais no acesso a funcionalidades potencialmente prejudiciais.

Autoridades encarregadas da fiscalização

Os órgãos governamentais dos Emirados responsáveis pela mídia e telecomunicações receberão plena autoridade para implementar medidas coercitivas contra plataformas não-conformes. A WAM ressaltou que essas autoridades poderão aplicar um espectro de sanções proporcionais à gravidade do descumprimento.

As penalidades previstas incluem advertências formais, bloqueio parcial das plataformas em território emiradense, bloqueio total e imposição de sanções administrativas cabíveis conforme legislação local. Essa escalada de punições cria um incentivo claro para que as grandes corporações tecnológicas adequem seus sistemas de verificação de idade.

Contexto global de restrições a redes sociais

A decisão dos Emirados Árabes Unidos insere-se em um movimento internacional mais amplo de regulação do acesso à internet para menores de idade. A Austrália foi o país pioneiro nessa tendência, implementando em dezembro a primeira proibição mundial de redes sociais para menores de 16 anos.

Desde o precedente australiano, outros países democráticos ocidentais também adotaram ou anunciaram iniciativas semelhantes. O Reino Unido, por exemplo, anunciou recentemente uma restrição para menores de 16 anos, com entrada em vigor programada para 2027. Essas medidas refletem preocupações crescentes com a saúde mental de crianças e adolescentes expostos a conteúdo inadequado e práticas de cyberbullying.

Implicações para plataformas de tecnologia

A implementação dessa regulamentação nos Emirados Árabes Unidos apresenta desafios técnicos e operacionais significativos para gigantes da tecnologia como Meta (Facebook e Instagram), Google (YouTube), TikTok e Snapchat. Essas empresas precisarão investir em tecnologias de verificação de idade mais sofisticadas, possivelmente incluindo validação biométrica e integração com bases de dados governamentais.

O cumprimento dessa norma também requer adaptações nas interfaces das plataformas e em suas políticas de privacidade, especialmente considerando que muitos usuários são menores de idade em outros países onde esses serviços permanecem sem restrição legal.

Impacto esperado na proteção da infância

Especialistas em segurança digital e proteção infantil apontam que restrições de idade para redes sociais para menores podem reduzir significativamente a exposição de crianças a conteúdo danoso, assédio sexual online e pressão psicológica relacionada à comparação social. A idade mínima de 15 anos, adotada pelos Emirados, situa-se entre as mais restritivas mundialmente, ficando apenas um ano abaixo do limite australiano de 16 anos.

A tendência global sugere que outros países, especialmente na região do Oriente Médio e em economias desenvolvidas, possam seguir o exemplo emiradense nos próximos anos, criando um novo padrão regulatório para a indústria de tecnologia.

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