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Cientistas desenvolvem mini coração humano para estudos sobre arritmia

Mini coração humano em laboratório é capaz de reproduzir a fibrilação atrial, um tipo de arritmia caracterizada por batimentos irregulares e frequentemente acelerados O post Cientistas desenvolvem min...

A arritmia cardíaca é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das principais causas de morte súbita. Entre os tipos mais comuns de arritmia, está a fibrilação atrial (FA), caracterizada por batimentos cardíacos irregulares e frequentemente acelerados. Para entender melhor essa condição e desenvolver novos tratamentos, cientistas têm se dedicado à criação de modelos de corações humanos em laboratório. E agora, uma equipe de pesquisadores conseguiu um avanço significativo ao desenvolver um mini coração humano capaz de reproduzir a FA. O estudo, liderado por pesquisadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, em Lisboa, Portugal, foi publicado na revista científica Nature Communications. A equipe utilizou células-tronco pluripotentes humanas para criar pequenos corações em miniatura em laboratório. Essas células são capazes de se diferenciar em diferentes tipos de células do corpo humano, incluindo células cardíacas. Usando técnicas de bioengenharia, os cientistas conseguiram fazer com que essas células se organizassem e se tornassem um tecido cardíaco funcional, batendo de forma coordenada como um coração humano real. O resultado foi um mini coração humano de apenas 1 milímetro de diâmetro, mas com estrutura semelhante à de um coração adulto. Além disso, os pesquisadores conseguiram reproduzir a FA nesses mini corações. Eles estimularam as células com uma corrente elétrica de alta frequência, causando o mesmo tipo de batimentos descoordenados e acelerados que ocorrem em pacientes com FA. Isso torna esse modelo de coração em miniatura um importante avanço na pesquisa sobre essa condição e pode ajudar a desenvolver novos tratamentos mais eficazes. Os cientistas também descobriram que a FA afeta o coração de forma diferente em comparação com outras arritmias. Em vez de ser um problema exclusivo das células cardíacas, a FA parece afetar também as células vizinhas, como as células musculares lisas que revestem os vasos sanguíneos. Isso sugere que o tratamento da FA não deve se concentrar apenas no coração, mas também nas células ao redor. Além de ser um modelo promissor para o estudo da FA, o mini coração humano também pode ser útil para testar novos medicamentos e terapias para outras condições cardíacas. Isso porque ele é mais semelhante ao coração humano do que os modelos animais geralmente utilizados, o que pode ajudar a acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos. No entanto, os pesquisadores enfatizam que ainda há muito trabalho a ser feito antes que esse modelo de coração em miniatura possa ser usado em testes clínicos. Atualmente, o foco é entender melhor como a FA afeta esse modelo e desenvolver novos tratamentos para a condição. Mas no futuro, esse avanço pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem de FA. Além disso, a criação desse mini coração humano também tem um impacto significativo na pesquisa científica. Ele oferece uma alternativa ética e mais precisa do que os modelos animais, reduzindo a necessidade de experimentação em animais e aumentando a confiabilidade dos resultados. Além disso, a possibilidade de reproduzir diferentes tipos de arritmias nesse modelo pode levar a novas descobertas e avanços no tratamento de outras condições cardíacas. Em resumo, o desenvolvimento desse mini coração humano em laboratório é um avanço promissor na pesquisa sobre arritmia cardíaca, em particular sobre a fibrilação atrial. Com ele, os
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