Nos últimos anos, temos visto o crescimento exponencial das redes sociais. De plataformas como o Facebook e o Instagram, até aplicativos como o TikTok e o Clubhouse, a internet se tornou um espaço onde as pessoas se conectam, compartilham suas vidas e, muitas vezes, buscam validação e aceitação.
No entanto, junto com esse aumento no uso das redes sociais, também tem surgido um fenômeno preocupante: a busca incessante pela perfeição e a comparação constante com os outros. Esse fenômeno tem sido chamado de “síndrome de comparação social” e tem afetado a saúde mental de muitas pessoas.
Para entender melhor esse fenômeno, a coluna GENTE convidou a renomada psicóloga Denise Milk para explicar o impacto das redes sociais em nossa sociedade. Com mais de 15 anos de experiência na área, Denise tem se dedicado a ajudar as pessoas a lidar com questões relacionadas à autoestima, ansiedade e depressão.
De acordo com Denise, as redes sociais podem ser uma ferramenta incrível para conectar as pessoas e disseminar informações. No entanto, elas também podem ser um gatilho para problemas de saúde mental, especialmente quando usadas de forma descontrolada e sem consciência.
“Com as redes sociais, as pessoas estão constantemente expostas ao que os outros estão fazendo e conquistando. Isso pode gerar uma sensação de insuficiência e inadequação, já que muitas vezes as pessoas mostram apenas o lado positivo de suas vidas”, explica a psicóloga.
Além disso, as redes sociais também criam uma ilusão de perfeição. Com filtros, edições de fotos e vídeos, muitas pessoas acabam criando uma imagem irreal de si mesmas, o que pode levar os outros a se compararem e se sentirem mal por não atingirem esse padrão.
“É importante lembrar que as redes sociais mostram apenas uma pequena parte da vida das pessoas. Ninguém é perfeito o tempo todo e é normal ter momentos difíceis e imperfeições”, enfatiza Denise.
Outro ponto importante abordado pela psicóloga é a necessidade de validação nas redes sociais. Muitas pessoas acabam buscando aprovação e likes para se sentirem valorizadas e aceitas. No entanto, essa busca por validação externa pode ser prejudicial, pois a pessoa acaba se baseando na opinião dos outros para se sentir bem consigo mesma.
“Nossa autoestima deve ser construída internamente, não através da aprovação dos outros. É importante aprender a se amar e se aceitar, mesmo com todas as nossas imperfeições”, aconselha Denise.
Para lidar com esses desafios, a psicóloga sugere algumas medidas simples, mas eficazes. A primeira é limitar o tempo gasto nas redes sociais e evitar o uso antes de dormir, pois isso pode interferir na qualidade do sono e no bem-estar emocional.
Outra dica importante é seguir apenas pessoas que agreguem algo positivo em sua vida e evitar perfis que promovam comparações e sentimentos negativos. Além disso, é fundamental cultivar atividades offline, como exercícios físicos, hobbies e encontros com amigos e familiares.
“É importante lembrar que as redes sociais são apenas uma parte da nossa vida, e não devem ser o centro dela. Devemos nos conectar com o mundo real e valorizar as relações pessoais”, destaca Denise.
Por fim, a psicóloga ressalta que é essencial buscar ajuda profissional caso a pessoa esteja se sentindo muito impactada pelas redes sociais e não consiga lidar com esses sentimentos sozinha. Terapia e outras formas de autocuidado podem ser fundamentais para lidar com a síndrome de comparação social e

